Como foi prometido no post "Identificando o Céu" de que os próximos cursos que o Planetário da Gávea (RJ) oferecesse, o IndicadorOculto indica e recomenda. Agora o curso proposto é sobre a História da Astronomia, a programação será de segunda a sexta da próxima semana (de 22 a 26 de agosto), das 19:30 as 21 hrs e é sempre bom lembrar que o estacionamento no Planetário é de graça pra quem for realizar o curso.
O curso é composto por cinco aulas que narram a história da Astronomia numa ordem cronológica, desde os primórdios da civilização, passando pela Antiguidade, Idade Média, Renascimento indo até o início do século XX. A abordagem é calculada na construção do conhecimento astronômico que se originava na necessidade da superação dos desafios impostos pela natureza. Sempre que necessário, os recursos do planetário serão utilizados a fim de elucidar alguns conceitos referentes à visão dos povos antigos.
Lembrando que as aulas serão ministradas na Cúpula Carl Sagan, uma das mais modernas da América Latina e que homenageia um dos maiores astrônomos modernos pelo seu serviço prestado em benefício da propagação do conhecimento científico. O investimento para realizar o curso é de R$80,00 e tem direito ao material didático e certificado de conclusão do curso.
A lendária ilha perdida de Atlântida foi mencionada pela primeira vez nas obras de Platão, em Timeu e Crútias. A pesar da história ser considerada uma criação do filósofo grego, muitos estudiosos argumentam que ele a criou a partir de histórias mais antigas, como a da Guerra de Troia por exemplo. A possível existência de Atlântida foi discutida durante a Antiguidade Clássica e esquecida durante a Idade Média. A lenda só foi retomada mais tarde pelos humanistas da Idade Moderna.
O tema serviu de inspiração para diversos trabalhos utópicos como a obra do filósofo londrino Francis Bacon (1561-1626), postumamente publicada, chamada Nova Atlântida. A obra retrata o mundo ideal no qual o homem domina a natureza por meio da ciência. Se trata de uma utopia em que a tecnologia era fonte do progresso da ciência e efeito do progresso científico.
A obra narra o desembarque forçado de navegadores em uma ilha chamada Bensalém, cuja localização permanece secreta e que não figurava nos atlas e mapas da época. A população local possuía uma cultura elevada e vivia sob um regime político perfeito e científico. Dirigida por sábios, a ilha tinha um grande centro de pesquisas, a Casa de Salomão, dedicado às investigações científicas e tecnológicas, pois o avanço dos conhecimentos científicos era a garantia da felicidade de seus habitantes.
Na obra, o conceito de ciência ganhou um sentido eminentemente político e social. Bacon acreditava em um Estado que tinha como alicerce as instituições científicas e não as instituições econômicas e sociais. A função do estado era a de viabilizar os recursos necessários para o bem-estar de todos e repreender ou punir aqueles não atendiam. Entretanto, a ciência e suas descobertas não deveriam ser de conhecimento de todos. Para o filósofo, "saber é poder", daí a sua preocupação em mantê-lo reservado a um número restrito de sábios.
A forma como descreveu a Nova Atlântida demonstra que Bacon tinha como ideal um Estado liberal e burguês, já que ele não fala sobre a existência da nobreza. Ao criar uma civilização técnica e científica, Bacon modificou não apenas as relações entre o homem e o mundo, mas criou uma nova relação fundamental entre os seres humanos, na qual as relações de dominação vigentes até então, baseadas no poder econômico ou religioso, perderam seu valor.
Expressa no estilo direto, que caracteriza clássicos da literatura inglesa, Nova Atlântida descreve edifícios elevados e túneis escavados no solo para a pesquisa científica. Neste trabalho, Bacon retratou uma visão do futuro da descoberta e do conhecimento humano e previu a moderna universidade da pesquisa. Os observatórios astronômicos e aceleradores de partículas atuais seriam, provavelmente a materialização dessas descrições feitas pelo filósofo.
No Ocidente, as árvores são bastante associadas com o tempo e a continuidade histórica. Em todos os lugares, elas geralmente possuem associações mais fortes com a vida, a saúde e a potência. Os povos antigos faziam suas adorações em bosques sagrados, com seus troncos e coberturas de galhos, que, mais tarde se refletiram no desenho das igrejas.
As palavras "verdade" (truth) e "confiar" (trust) são derivas da antiga palavra inglesa para "árvore" (tree).
A árvore é vista como uma ligação entre este e o outro mundo em muitos sistemas de crenças espirituais e mitológicas. Este aspecto é conhecido como Árvore do Mundo, que seria uma árvore cósmica, simbolizando a principal reserva para as forças vitais e continuamente regenerando o mundo. Ela quase sempre representa o eixo do universo, conectando vários reinos; seus galhos seguram os céus, seu tronco fica preso no reino terreno e suas raízes descem até o submundo.
Em um de seus aspectos, a árvore do mundo é a árvore da vida ou da imortalidade. Ela é associada a um universo nutritivo e protetor do qual o elixir ou as recompensas da vida podem ser recebidas - um estado de graça do qual os seres humanos podem cair.
A prática de decorar árvores é encontrada em todo o mundo antigo. Na cultura cristã as sempre-vivas são usadas no Natal como símbolo da vida. Mas a variação moderna das árvores de Natal originou-se na Alemanha, onde os pinheiros eram enfeitados com maçãs e papéis coloridos. A tradição se tornou um ritual, referência à árvore do paraíso, mas suas raízes têm origem nos tempos romanos, quando os celebrantes na festa ao Deus Saturno usavam sempre-vivas para celebrar o nascimento de um novo ano.
Mistura de romance filosófico e comédia elisabetana na era do blog, As Teorias Selvagens é uma feroz sátira da fauna intelectual que reina na universidade. E um delirante tratado sobre as perversões urbanas, do pornô underground aos videogames, das pílulas coloridas ao fast-food.
Um peixe chamado Yorick e uma gata chamada Montaigne. Uma jovem estudante de filosofia que persegue um velho professor pelos corredores da universidade. Dois adolescentes que descobrem em suas deficiências motivos para se unir. Uma jovem militante de esquerda que escreve cartas a Mao. Uma teoria psicológica que explica tudo. O curso de Filosofia da Universidade de Buenos Aires como ponto de partida para analisar o mundo.
O mundo como um emaranhado de teorias impossíveis, iluminadas e fugazes: teorias selvagens, para aqueles que estão andando em um vazio infinito 2.0. A narrativa de Pola Oloixarac é irresistível. Para exemplificar destaquei três trechos do livro, onde suas palavras encantam.
"Pablo tivera uma juventude exatamente assim. Os espelhos não inquietavam o fundo do corredor, mas a rápida sala de estar de sua alma desesperada; os espelhos abomináveis eram a evidência que desterrava a cópula - a possibilidade da cópula. A etimologia demonstra que espelho compartilha raiz com species; o espelho demonstra a espécie e, equivalentemente, a especulação que leva a tentar se sentir especial."
"Fiquei olhando-o com os fones de ouvido: manifestando, com minha imobilidade de vestal, as implicações mortíferas da sintaxe espacial perpetrada. Como um eu trepado no início de uma frase, a ponto de se lançar sobre um verbo e um objeto, a ponto de regê-los, dominando-os, ou de permanecer tácito, sem chegar a se mostrar - e, no entanto, com controle sobre os fatos."
"Debaixo do céu negro, atravessado de luzes, a construção esférica do Museu Planetário parecia uma tarântula enorme. Era uma festa multitudinária ao ar livre; hordas humanas serpenteavam em todas as direções, as luzes giravam poderosas, a frequência dos baixos fazia a terra tremer e as sombras das árvores circundantes desapareciam contra as formas cegas do céu."
"A prosa de Pola Oloixarac é um grande acontecimento na nova narrativa argentina. Seu romance é inesquecível, filosófico, selvagem e muito sereno." Ricardo Píglia, escritor argentino.
"Uma das melhores narradoras jovens em espanhol." Revista Granta.
A imortalidade, no fundo, não passa de um tempo indefinido: é uma vida que não acaba de terminar. A imortalidade, ao dar mais vida, é simplesmente uma negação da morte, uma vez que a eternidade supõe, positivamente, uma maneira diferente de se relacionar com o tempo. Não se trata de viver indefinidamente, mas de viver diferentemente. A eternidade não propõe uma diferença de quantidade, mas de qualidade.
Não é o tempo que muda, é você que muda de relação com o tempo. A imortalidade não lhe dá senão mais tempo, a eternidade lhe dá o tempo, lhe dá verdadeiramente o sentimento de durar. não mais melhor. E o melhor é que nesta vida, podemos provar do gostinho da eternidade. Uma vez que a primeira experiência de eternidade que podemos fazer enquanto vivos é compreender alguma coisa.
Num livro, lemos coisas que não mudam com testes. Há mais inteligência em um poema do que dentro de uma máquina, por mais sofisticada que esta seja, pois utilizá-la não ensina nada; ao passo que aprender um poema de cor, como indica essa bela expressão, dá forma humana àquele que o faz. Apenas o eterno nos forma. E o conteúdo de um livro é eterno. Apenas as ideias são capazes de serem eternas.
Nosso calendário atual teve seu início muitos anos atrás. O bisavó do calendário foi criado pelo romano Rômulo (753-717 a.C.), e tinha apenas 10 meses e a principal herança deste calendário para o nosso é o nome dos meses. O ano começava com Martius (Março), o segundo era Aprilis, o terceiro Maius, o quarto Junius, o quinto era Quintilis, o sexto era Sextilis, o sétimo September, o oitavo era October, o nono era November e por fim o décimo era chamado de December.
Júlio César
Mas foi com o imperador romano Júlio César que tomou para si a tarefa de reordenar o calendário, chamando para isso o astrônomo Sosígenes. A partir daí o ano passou a se iniciar em Januarius, e não mais em Martius; para isso ele fez com que o primeiro de janeiro coincidisse com a primeira Lua nova depois do solstício de inverno (para o hemisfério norte), com isso ele atendeu a antigas crenças dos calendários solar e lunar.
E foi também com Júlio César que o ano passou a ter 365 dias, sendo que de quatro em quatro anos haveria um dia excedente em Februarius. Júlio César, após ser assassinado em 44a.C., foi homenageado e, para isso, lhe foi reservado o mês de Julius, antigo Quintilis.
César Augusto
Porém os pontífices encarregados de regular o calendário e de acompanhar as observâncias das leis erraram nas interpretações das regras do calendário e estavam tornando bissextos os anos em intervalos de três anos, em vez de quatro em quatro. César Augusto (44a.C.-37d.C.) decretou que não se fizessem bissextos os três anos seguintes que deveriam sê-los.
Graças a essas contribuições, o imperador foi homenageado com seu nome no lugar do Sextilis, mês em que nasceu, que passou a ter 31 dias, o mesmo número de Julius, visto que sendo imperador, como Júlio César, então ambos deveriam merecer a mesma homenagem. Com o aumento do número de dias de Augustus, o prejudicado foi o mês de Februarius, que passou a ter 28 ou 29 dias.
José Saramago nasceu em 16 de novembro de 1922 na cidade de Azinhaga e faleceu no dia 18 de junho de 2010. Em seus 87 anos de vida, Saramago foi escritor, argumentista, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português. Em 1998 foi premiado com o Nobel de Literatura e também ganhou o Prêmio Camões. É mundialmente reconhecido como o maior escritor da língua portuguesa, sendo o responsável pelo efetivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa.
Sua família era de pais de avós agricultores, que se mudaram para Lisboa em 1924. Dificuldades econômicas o impediram de entrar na Universidade, mas formou-se em uma escola técnica, onde apesar da formação profissional, também lhe garantiu acesso à grade de Literatura. Seu primeiro emprego foi como serralheiro mecânico. Após se formar e já trabalhando, mas fascinado pelos livros, Saramago visitava, à noite, com grande frequência, a Biblioteca Municipal Central, em Lisboa. Tudo isso demonstrava seu interesse pelos estudos e pela cultura desde pequeno, sendo que esta curiosidade perante o Mundo o acompanhou até à morte.
Sua escrita tem como ponto forte o estilo oral, em que a vivacidade da comunicação é mais importante do que a correção de uma linguagem escrita tradicional. Todas as características de uma linguagem oral, predominantemente usada na oratória, na dialética, na retórica estão presentes. Assim, utiliza frases e períodos compridos, usando a pontuação de uma maneira não convencional. Os diálogos das personagens são inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma que não existem travessões em seus livros.
Este tipo de marcação das falas propicia uma forte sensação de fluxo de consciência, a ponto do leitor chegar a confundir se um certo diálogo foi real ou apenas um pensamento. Muitas de suas frases ocupam mais de uma página, usando vírgulas onde a maioria dos escritores usaria pontos finais. Da mesma forma, muitos dos seus parágrafos ocupariam capítulos inteiros de outros autores. Por isso, se o leitor se habituar ao seu estilo, a sua leitura é muito agradável, pois o seu ritmo está muito próximo da eloquência oral do Povo Português.
Por ser uma pessoa sincera e sem medo de apontar suas opiniões, Saramago é visto por muitos como uma figura polêmica. O autor é conhecido por seu ateísmo e iberismo (apoia a união entre Portugal e Espanha), foi membro do Partido Comunista Português e um dos fundadores da Frente Nacional em Defesa da Cultura. Porém seu maior atrito foi com a Igreja Católica.
A relação de tensão de Saramago com a Igreja Católica cresceu fortemente com a publicação do livro "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" em 1991. O livro foi motivo de fortes críticas por parte dos católicos, e após o lançamento o autor enfrentou forte perseguição religiosa até por parte do governo português que censurou a publicação do livro em Portugal. Esta censura culminou com a sua mudança do escritor de Portugal para a Espanha, mais precisamente nas Ilhas Lanzarote, onde o autor veio a falecer em 2010, sem jamais ter voltado a pisar em Portugal.
Aqui no Brasil, pode-se dizer que viveu um boom de Saramago no ano de 2008, uma vez que o diretor Fernando Meirelles (o mesmo de Cidade de Deus) dirigiu a adaptação do livro "Ensaio Sobre a Cegueira", livro de maior comercialização do autor, e que contou com atores de renome internacional e algumas cenas foram gravadas em São Paulo. Por falar neste filme, postarei um vídeo em que mostra a reação do autor após ver o filme, ao lado de sua esposa e do Meirelles. Vale a pena ver.
Mais um grande debate, Oi Cabeça, será promovido pelo Oi Futuro-RJ, no bairro do Flamengo, no dia 25 de agosto (quinta-feira) às 19:30. O encontro organizado pela curadoria de Heloísa Buarque de Hollanda e Cristiane Costa, terá como tema principal "O Poder da Palavra na Cibercultura", e os convidados são de primeira ordem: Pierre Lévy e Gilberto Gill.
Um dos mais proeminentes pensadores da atualidade, Pierre Lévy, debaterá com o cantor e compositor Gilberto Gil, temas como cibercultura, hipertexto e mídias digitais. Professor da Universidade de Quebec, entusiasta das possibilidades cognitivas da internet, Lévy foi quem propôs o conceito de "Inteligência coletiva"no começo dos anos 90, quando a internet comercial ainda engatinhava. É autor de clássicos como "Cibercultura" e Ö que é o virtual? ".
Pierre Lévy
Sim meus senhores, o convidado principal foi uma grande bola dentro do Oi Futuro. Para quem não sabe, Pierre Lévy é um filósofo da informação que se ocupa em estudar as interações entre a internet e a sociedade. Em sua obra "A Revolução Contemporânea em matéria de Comunicação", Lévy faz uma análise da evolução da humanidade, abordando o desenvolvimento da internet e a digitalização da informação.
Lembrando que a entrada é gratuita, como todo encontro Oi Cabeça costuma ser. As senhas são distribuidas meia-hora antes do evento na secretaria do prédio do Oi Futuro Flamengo, localizado na Rua Dois de Dezembro 63, na mesma rua do Castelinho do Flamengo e a poucos metros da Estação do Metrô no Largo do Machado.
O fogo é um símbolo de poder, fúria ou verdade divina e ainda de forças descontroladas da natureza causando destruição e renovação. Em muitas culturas mundo afora, o fogo está associado tanto à criação quanto ao apocalipse, brilhante no paraíso e ardente no inferno. O roubo do fogo é um tema simbólico que indica sua origem e seu valor para a humanidade. Este ato separa os seres humanos dos outros animais ao dominar uma força inalcançável para eles.
O fogo é utilizado pelos seres humanos para proteção, luz, aquecimento e também como foco para histórias, transes e estados de sonhos. É um elemento essencial de transformação para preparar alimentos, para rituais de iniciação e funerários e no direcionamento de processos físicos e espirituais da alquimia e da ciência. O fogo também é associado às emoções fortes, ao conflito e à guerra.
Os maias acreditavam que, criando um turbilhão de energias, poderiam abrir um portal para o mundo dos espíritos dos ancestrais, através do qual eles poderiam oferecer respeito e receber cura. Eles faziam uma fogueira sagrada desenhando um círculo de açúcar ao redor, e depois colocando resina, cedro, sálvia, alecrim, tabaco, lavanda, flores e finalmente chocolate e mel, representando a doçura da vida. O círculo era aceso acreditando que as ofertas seriam respondidas com bênçãos.
O Judaísmo considera o fogo um elemento fundamental que deve acompanhar todas as oferendas feitas a Deus e as fogueiras permanentes são mantidas acesas no altar do Templo. A imagem de um anjo do Senhor aparecendo para Moisés em um arbusto que está em chamas ilustra a crença hebraica de que o fogo significa a verdadeira comunicação com Deus.
Os primeiros fogos de artifício foram feitos na Dinastia Han Chinesa (206-220 a.C.) e foram originalmente para amedrontar os maus espíritos. Mais tarde, foram associados às orações para felicidade e prosperidade. Atualmente, quando muitos rituais de passagem já se perderam no esquecimento, os fogos de artifício são utilizados em exibições comoventes que marcam importantes eventos como por exemplo o Ano-Novo e o Dia da Independência dos EUA.
A fábula do Rei Midas conta a história de um soberano que era muito poderoso, incomensuravelmente rico, mas era néscio (um indivíduo que não sabe, estúpido, ignorante). Após um encontro com Dionísio, onde este lhe concedeu a honra de fazer um pedido, o Rei Midas, visando ficar mais poderoso e invencível, pediu a Dionísio o poder de transformar em ouro tudo o que tocasse.
Rick Bonadio é produtor musical, compositor, jurado (Ídolos da Record, e do antigo Popstar do SBT) e diretor-criador de algumas gravadoras nacionais. É conhecido por produzir e lançar artistas como Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr., Strike, Fresno, CPM22, Dogão, Rouge, Banda Agnela, Pepê e Neném, LS Jack, NxZero, Calypso, Restart e muitos outros.
Além de descobrir, produzir, gravar e lançar bandas, Rick as empresaria, garantindo assim todas as fases do processo de uma gravadora multinacional. É uma pessoa física em um universo dominado por executivos de grandes corporações - das quais ele já fez parte. Ele acredita que música boa é a que faz sucesso.
No formato proposto por Bonadio, quem grava e lança os músicos também vende os shows. É assim que a conta fecha em uma época em que o tombo nos números da indústria fonográfica impressiona. Este impacto se deve aos downloads gratuitos via internet.
"Bonadio é guiado por mau gosto e falta de pudor de lucrar com o público em formação de personalidade. Ele exerce a profissão desprezando qualquer conceito sobre arte e aposta em coisas tão despresíveis que causa repulsa em quem tem alguma noção de cultura pop." - José Flávio Junior, curador do Sesc/SP e crítico musical da revista BRAVO!
Precisa explicar porque a comparação de Midas às avessas? Tudo que Rick Bonadio toca, ou bota para tocar nas rádios não vira ouro, muito menos algo preciso. O produtor simplesmente consegue transformar qualquer merda, musicalmente falando, em dinheiro. Muito dinheiro. E ele sabe disso, afinal o homem de 12 milhões de discos vendidos, batizou o nome da sua gravadora de Midas Music.