O Absolut Art trata-se de um projeto cultural elaborado pela parceria entre a famosa vodka sueca Absolut e artistas renomados, onde estes fariam interpretações da clássica garrafa da bebida. O projeto teve início em 1985 com o artista pop americano Andy Warhol pintando uma garrafa de Absolut para um anúncio impresso. O comercial foi um verdadeiro sucesso e até os dias de hoje, cerca de 350 artistas já pintaram seus trabalhos nas garrafas da vodka.
Nesse projeto, os artistas tinham liberdade para modificar a garrafa da Absolut da forma que quisessem, tendo sempre em base dois aspectos, que as imagens fossem coerentes com a propaganda já aplicada (com muito sucesso) pela empresa, onde o herói é a garrafa, ela e a marca ficam no centro de tudo. E por possuir uma estética universal, o estilo de cada artista proporcionou um resultado muito criativo e irreverente para a campanha.
Este projeto é um bom exemplo de que é possível sim, fazer boa propaganda (alcançar visibilidade) e torna-la peça de museu. As diferentes interpretações dos diversos artistas reforçou ainda mais a promessa que a marca Absolut faz em suas comunicações. Para quem quiser ver outros anúncios da vodka, basta acessar o site Absolut Ads. Vale a pena também dar um conferida neste vídeo, que reúne diversos anúncios da Absolut.
O cinema foi um veículo importante para a propagação dos ideias nazistas na Europa. Durante os 12 anos do poder nazista, calcula-se que foram produzidos aproximadamente 1.350 longas-metragens na Alemanha. A produção envolvia comédias (musicais e românticas), filmes de costumes, operetas, filmes de guerra e filmes de exaltação dos conceitos do regime, como o racismo e a xenofobia. Os preferidos pelos jovens estavam sempre associados ao espírito alemão, ao heroísmo e ao patriotismo.
O Ministério da Propaganda, liderado por Paul Joseph Goebbels, produziu 96 longas-metragens com roteiros sugestivos e atraentes contendo a marca ideológica nazista. Nos temas voltados para a guerra, o cinema exaltava o heroísmo nazista, sempre descrevendo com ênfase a brutalidade dos inimigos. Os alemães eram retratados como heróis e benevolentes (mesma fórmula usada pelos americanos); os ingleses como covardes e ridículos; e os russos como pessoas grosseiras, alcoólatras e violentadores de mulheres.
Mas o esforço da propaganda foi mais forte com relação aos judeus, mostrados como desumanos, intoleráveis, animais perigosos. Alguns filmes como Os Rothschilds, O Judeu Suss e O Eterno Judeu, foram produzidos em 1940, na mesma época em que se planejava a "solução final" para os judeus da Europa. Segundo documentações, todo o pessoal da SS e da polícia alemã foi obrigado a assistir estas produções antissemitas.
O cinema também foi usado para familiarizar o povo alemão com o Programa de Eutanásia, com o filme Confie em Seu Médico. O documentário Vítimas do Passado explorou imagens de doentes mentais que, supostamente, ocupavam "palacetes" (os hospitais), enquanto pessoas saudáveis viviam em guetos e subúrbios. O filme tentou vender a ideia de que era necessário eliminar as formas de vidas inferiores, apelando para o pecado contra a lei de seleção natural, quando formas de vida não saudáveis são aceitas. Para eliminar o "pecado", em 1941 os nazistas eliminaram 70 mil doentes mentais e deficientes físicos.
"Os filmes de uma nação refletem a mentalidade desta, de uma maneira mais direta do que qualquer outro meio artístico." - Siegfried Kracauer
Filmes e documentários que abordam este tema são:
- O Triunfo da Vontade - 1934 (Filme oficial da propaganda nazista)
- Arquitetura da Destruição - 1989 (Documentário onde aborda que a ambição de Hitler ia muito mais além)