09/08/2011

O Poder da Palavra na Cibercultura - Oi Futuro

Mais um grande debate, Oi Cabeça, será promovido pelo Oi Futuro-RJ, no bairro do Flamengo, no dia 25 de agosto (quinta-feira) às 19:30. O encontro organizado pela curadoria de Heloísa Buarque de Hollanda e Cristiane Costa, terá como tema principal "O Poder da Palavra na Cibercultura", e os convidados são de primeira ordem: Pierre Lévy e Gilberto Gill.

Um dos mais proeminentes pensadores da atualidade, Pierre Lévy, debaterá com o cantor e compositor Gilberto Gil, temas como cibercultura, hipertexto e mídias digitais. Professor da Universidade de Quebec, entusiasta das possibilidades cognitivas da internet, Lévy foi quem propôs o conceito de "Inteligência coletiva"no começo dos anos 90, quando a internet comercial ainda engatinhava. É autor de clássicos como "Cibercultura" e Ö que é o virtual? ".

Pierre Lévy
Sim meus senhores, o convidado principal foi uma grande bola dentro do Oi Futuro. Para quem não sabe, Pierre Lévy é um filósofo da informação que se ocupa em estudar as interações entre a internet e a sociedade. Em sua obra "A Revolução Contemporânea em matéria de Comunicação", Lévy faz uma análise da evolução da humanidade, abordando o desenvolvimento da internet e a digitalização da informação.

Lembrando que a entrada é gratuita, como todo encontro Oi Cabeça costuma ser. As senhas são distribuidas meia-hora antes do evento na secretaria do prédio do Oi Futuro Flamengo, localizado na Rua Dois de Dezembro 63, na mesma rua do Castelinho do Flamengo e a poucos metros da Estação do Metrô no Largo do Machado.

07/08/2011

Los Hermanos - loser manos = nós erramos

"Com Los Hermanos aprendi que tanto para o Pierrot quanto para O Velho e o Moço, Todo Carnaval tem seu fim. Com eles, me apaixonei pela Morena, A outra e até mesmo A Flor. Me descobri um Cara Estranho Sentimental, que teve o seu Último Romance. Tenha dó, afinal Quem Sabe De onde vem a Calma? Deixa Estar, talvez eu a encontre em um Horizonte Distante." 


Texto escrito em homenagem ao Pedro Curinga.



06/08/2011

O Fogo e a Humanidade

O fogo é um símbolo de poder, fúria ou verdade divina e ainda de forças descontroladas da natureza causando destruição e renovação. Em muitas culturas mundo afora, o fogo está associado tanto à criação quanto ao apocalipse, brilhante no paraíso e ardente no inferno. O roubo do fogo é um tema simbólico que indica sua origem e seu valor para a humanidade. Este ato separa os seres humanos dos outros animais ao dominar uma força inalcançável para eles.

O fogo é utilizado pelos seres humanos para proteção, luz, aquecimento e também como foco para histórias, transes e estados de sonhos. É um elemento essencial de transformação para preparar alimentos, para rituais de iniciação e funerários e no direcionamento de processos físicos e espirituais da alquimia e da ciência. O fogo também é associado às emoções fortes, ao conflito e à guerra.

Os maias acreditavam que, criando um turbilhão de energias, poderiam abrir um portal para o mundo dos espíritos dos ancestrais, através do qual eles poderiam oferecer respeito e receber cura. Eles faziam uma fogueira sagrada desenhando um círculo de açúcar ao redor, e depois colocando resina, cedro, sálvia, alecrim, tabaco, lavanda, flores e finalmente chocolate e mel, representando a doçura da vida. O círculo era aceso acreditando que as ofertas seriam respondidas com bênçãos.

O Judaísmo considera o fogo um elemento fundamental que deve acompanhar todas as oferendas feitas a Deus e as fogueiras permanentes são mantidas acesas no altar do Templo. A imagem de um anjo do Senhor aparecendo para Moisés em um arbusto que está em chamas ilustra a crença hebraica de que o fogo significa a verdadeira comunicação com Deus.

Os primeiros fogos de artifício foram feitos na Dinastia Han Chinesa (206-220 a.C.) e foram originalmente para amedrontar os maus espíritos. Mais tarde, foram associados às orações para felicidade e prosperidade. Atualmente, quando muitos rituais de passagem já se perderam no esquecimento, os fogos de artifício são utilizados em exibições comoventes que marcam importantes eventos como por exemplo o Ano-Novo e o Dia da Independência dos EUA.

05/08/2011

Rick Bonadio - Midas às avessas

A fábula do Rei Midas conta a história de um soberano que era muito poderoso, incomensuravelmente rico, mas era néscio (um indivíduo que não sabe, estúpido, ignorante). Após um encontro com Dionísio, onde este lhe concedeu a honra de fazer um pedido, o Rei Midas, visando ficar mais poderoso e invencível, pediu a Dionísio o poder de transformar em ouro tudo o que tocasse.

Rick Bonadio é produtor musical, compositor, jurado (Ídolos da Record, e do antigo Popstar do SBT) e diretor-criador de algumas gravadoras nacionais. É conhecido por produzir e lançar artistas como Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr., Strike, Fresno, CPM22, Dogão, Rouge, Banda Agnela, Pepê e Neném, LS Jack, NxZero, Calypso, Restart e muitos outros.

Além de descobrir, produzir, gravar e lançar bandas, Rick as empresaria, garantindo assim todas as fases do processo de uma gravadora multinacional. É uma pessoa física em um universo dominado por executivos de grandes corporações - das quais ele já fez parte. Ele acredita que música boa é a que faz sucesso.

No formato proposto por Bonadio, quem grava e lança os músicos também vende os shows. É assim que a conta fecha em uma época em que o tombo nos números da indústria fonográfica impressiona. Este impacto se deve aos downloads gratuitos via internet.

"Bonadio é guiado por mau gosto e falta de pudor de lucrar com o público em formação de personalidade. Ele exerce a profissão desprezando qualquer conceito sobre arte e aposta em coisas tão despresíveis que causa repulsa em quem tem alguma noção de cultura pop." - José Flávio Junior, curador do Sesc/SP e crítico musical da revista BRAVO!

Precisa explicar porque a comparação de Midas às avessas? Tudo que Rick Bonadio toca, ou bota para tocar nas rádios não vira ouro, muito menos algo preciso. O produtor simplesmente consegue transformar qualquer merda, musicalmente falando, em dinheiro. Muito dinheiro. E ele sabe disso, afinal o homem de 12 milhões de discos vendidos, batizou o nome da sua gravadora de Midas Music.

04/08/2011

Anarquismos

"Os anarquistas sabem que só existe anarquismos, mas muitas vezes seus adversários, inspirados pelo confronto histórico ou pela petulância teórica, tendem a situá-lo no singular. Sua particularidade encontra-se na diversidade de análises e críticas da sociedade avessa a teorias. Teorias e teologias rivalizam no centro de decisões políticas e controles populacionais expressos pelas dominações modernas.

Nietzsche, de um lado, era avesso ao anarquismo, desconfiado dos demais socialismos, e o considerava um movimento filantrópico e de justiça social; de outro lado, tinha o hábito de afirmar que a democracia era a religião moderna do rebanho. Onde a população deve estar sempre ordeiros, direitos, ordenados, devedores e acalmados.

O anarquismo é, para muitas pessoas, algo inominável. É visto como sinônimo de bagunça, desorganização, irresponsabilidade, ausência de regras, convulsão, subversão, palavra que designa o mal. O anarquismo também é visto como uma oposição sistemática a qualquer governo. Mas o anarquismo não é avacalhação, desordem e muito menos oposição a qualquer governo.

Anarquismo é um movimento social, uma forma de pensar criticamente a sociedade, um governo de si pautado na liberdade dos indivíduos que dispensa a entidade estatal, associação. O anarquismo expressa a verdade das sociedades sem soberanos; não pretende uma sociedade única mas uma miríade de sociedades. Por isso estimula as experiências que potencializem a liberdade e reduzam os exercícios de autoridade.

Parece uma Utopia? Pode até ser. Uma vez que a humanidade necessita de utopias. Esta é a referência para o aperfeiçoamento e superação dos conflitos (a utopia descrita aqui não se trata da mesma abordada por Thomas Morus). A utopia se refaz constantemente; é o encontro na fronteira, a definição de outras possibilidades, o estímulo para progredir, o inacabado. Utopia é um fim e um meio.

Isso é possível, porque o anarquismo e seus anarquismos não são prescrições, mas estilos de vida."

Palavras de Edson Passetti.

03/08/2011

Queremos Miles

Miles Davis foi muito mais que um trompetista, compositor e bandleader do jazz norte-americano. Seu grande êxito como artista foi mais ir mais além do que ser influente e distinto em seu instrumento. Ele é considerado um dos músicos mais influentes do século XX, estando presente em praticamente todos os desenvolvimentos do jazz depois da Segunda Guerra.

Em homenagem aos 20 anos de falecimento deste grande artista - que morreu no dia 28 de setembro de 1991 - O Centro Cultural Banco do Brasil exibirá do dia 02 de agosto até o dia 28 de setembro, de terça a domingo das 9h às 21h, com entrada franca a exposição "Queremos Miles". O título da exposição faz referência a um dos álbuns mais emblemáticos do artista "We Want Miles", que foi elaborado em homenagem às expectativas que o músico gerou após longo período de silêncio e reclusão.

A frase de Miles Davis "Uma pintura é música que se pode ver e música é uma pintura que se pode ouvir" é ideal para retratar o espírito desta exposição. Reunindo filme,s documentários, instrumentos, partituras, objetos pessoais e obras de arte, a mostra é um tributo artístico para um dos mais importantes músicos do século XX.

Ao homenagear esse artista prolífero e genial no momento em que se completam 20 anos do seu falecimento, o CCBB-RJ, procura estimular a reflexão e a valorização da criação artística, oferecendo ao público a oportunidade de contato com a vida e obra de um dos mais importantes nomes do jazz.


 

Paiting Reality - Arte ao ar livre

O artista alemão Iepe Rubingh liderou o projeto que transformou as ruas de um dos principais cruzamentos da capital alemã, Berlim, contruindo uma verdadeira "obra de arte" numa pintura abstrata, onde os pincéis deram lugar a carros.

O projeto, chamado de "Paiting Reality", e para realizar tal pintura abstrata, foram utilizados 500 litros de tinta à base de água e como ele diz "amiga do meio ambiente". O acontecimento foi registrado em vídeo, e podemos ver que várias bicicletas espalharam tinta de variadas cores pelas ruas do cruzamento e depois cerca de 2000 carros fizeram todo o trabalho artístico natural.

02/08/2011

A Era dos Cavaleiros

As Cruzadas Cristãs ocorreram no mesmo período em que os Cavaleiros estavam em evidência no continente europeu. E talvez por causa disso, sua presença é marcante na literatura da época, o que acabou glorificando e romantizando sua imagem. A definição mais simples dada para "Cavaleiros" é "Soldado Profissional". Entretanto, o termo também é associado à fidalguia, ao caráter, à ética e a compaixão.

Carlos Magno - séc VIII - havia criado um sistema de recrutamento militar, que resultou num "culto" aos fidalgos guerreiros, cujo código de conduta tornou-se um ideal romântico, apesar da realidade ser muito diversa.  A formação do cavaleiro tinha início por volta dos 12 anos de idade, quando era obrigado a trabalhar como cavalariço durante dois anos, passando depois a ser escudeiro e aprendiz de cavaleiro. O treinamento incluía aulas de montaria, arco e flecha, espada e luta corporal.

Além do preparo militar, a educação sempre dava ênfase à caridade cristã, incentivando a piedade, honra, respeito às mulheres e compaixão pelos necessitados. Aos 21 anos, caso merecesse, o jovem era ordenado cavaleiro. No início não havia muita distinção de classe social entre eles. Qualquer um que tivesse dinheiro para se submeter ao treinamento e adquirir o equipamento poderia se tornar um cavaleiro.

No final do século 12, a própria literatura passou a glorificar e romantizar a figura dos cavaleiros. Surgiram na Europa os romances de cavalaria e a poesia trovadoresca, nas quais o culto ao indivíduo era marcante, além da presença do amor e de Deus. Imagem que dura até os dias atuais, o que serve para reforçar o que foi escrito no post sobre A arte de contar histórias.

Naquela época o cavaleiro, vestindo uma armadura, armado com espada e lança montado em um cavalo era uma verdadeira "máquina" de guerra que atraía e seduzia as pessoas. Muitos cavaleiros (principalmente os que não eram de famílias nobres) também mantinham acordos com senhores feudais para proteção de propriedades e bens, assim como para representá-los em disputas que fossem banais (duelos, por exemplo) ou participar de seus exércitos nos casos de guerra.

Embora os cavaleiros não fossem necessariamente parte da nobreza e nem todos os nobres fossem cavaleiros, as duas classes passaram a se fundir nesse período. No início do século 13 a cavalaria passou a ser formada por filhos da nobreza, porém grande parte não exercia a função de soldado. Data desse período a realização de torneios em que os cavaleiros demonstravam suas habilidades e o início da heráldica, em que uma casa de nobreza se distinguia das outras por realizar seu próprio brasão de armas.

Homem Vitruviano e a Divina Proporção

Livro sobre o Número de Ouro
Leonardo Da Vinci era amigo do frade Luca de Pacioli, ilustre matemático em Milão, quando viviam sob a proteção de Ludovico Sforza. Nessa época, Pacioli ensinou Matemática na corte e aprofundou antigos conhecimentos sobre As Divinas Proporções, que partilhou com Da Vinci. A obra prima do matemático, Suma de Arithmetic Geometria et Proportionalitá, surgiu em 1494, contendo os princípios básicos da álgebra e tábuas de multiplicação até 60x60, recurso muito útil na época.

Nesse trabalho, Luca explorou as propriedades da "Divina Proporção", um conhecimento da antiguidade, e a sua importância na Arte, Arquitetura e Matemática. A "Divina Proporção", também chamada de "Razão Áurea" e "Número de Ouro", é a mais agradável proporção entre duas medidas. Ela é uma constante real algébrica irracional, presente na Natureza, no Corpo Humano e no Universo. Conhecido como número Phi(fi), com valor 1,618... está presente no mundo por uma razão matemática existente na natureza.


Da Vinci, como amante da ciência e do estudo do corpo humano, teria associado o antigo conhecimento ministrado pelo frade Picoli ao corpo humano. Acredita-se também que o Leonardo tenha se aprofundado no tema com os estudos de Marco Vitruvio Polião, antigo arquiteto romano do século 1 a.C., que apresentou em sua obra Os dez livros de Arquitetura, entre outras coisas, o conceito da divina proporção do corpo humano. A obra de Vitrúvio foi copiada no final da Idade Média, início do Renascimento.

Homem Vitruvino - Da Vinci
E durante o Renascimento, uma série de estudiosos e pesquisadores passaram a analisar e interpretar o seu estudo, sendo o mais famoso o de Leonardo da Vinci, O Homem Vitruviano. Consta que Vitrúvio teria tentado encaixar as proporções do corpo humano dentro da figura de um quadrado e de um círculo, mas suas tentativas foram infelizes.

Foi apenas com Da Vinci que o encaixe se sucedeu de forma perfeita. O seu desenho é também considerado como simetria básica do ser humano e, para extensão, para o universo como um todo. Fato interessante é observar que a área total do círculo é igual a do quadrado, sendo esse desenho considerado um algorítimo matemático para calcular o valor do número irracional Phi (1,618).

Pensamentos sobre Guerra - Citações

"É proibido matar; e todos os assassinos são punidos, a não ser que matem em grandes números e ao som de trombetas." - Voltaire (1694-1778)

"Uma paz injusta é melhor que uma guerra justa." - Marcus Tullius Cícero (106- 43 a.C.)

"Se não acabarmos com a guerra ela acabará conosco." - H. G. Wells (1866-1946)

"A melhor arma contra um inimigo é outro inimigo." - Nietzsche (1844-1900)

"Na paz, filhos enterram seus pais. Na guerra, pais enterram seus filhos." Heródoto (485-420 a.C)

"Patriotas sempre falam sobre morrer por seu país, nunca sobre matar por seu país." - Bertrand Russell (1872-1970)

"Somente os mortos viram o fim da guerra." - Platão (428-348 a.C.)

01/08/2011

Identificando o Céu

Semana passada estive presente no Curso de Identificação do Céu, que o Planetário do Rio oferece três vezes ao ano. O curso é excelente, os dois professores possuem boa didática. As aulas são divididas em duas partes, a primeira é mais teórica, e apresenta noções sobre o nosso planeta e tudo que está a nossa volta, estrelas, planetas, cometas, constelações, galáxias, buracos negros, etc.

Constelação de Órion 
Mas a segunda parte que é o carro chefe do curso. Afinal assistir a uma aula sobre o céu, vendo estrelas serem projetadas na cúpula Carl Sagan é um momento que precisa ser muito bem aproveitado. Ver o céu com os desenhos das constelações sobre a sua cabeça torna mais fácil o reconhecimento da posição de cada constelação no céu, e dessa forma identificar as estrelas vira uma tarefa que vai além da memorização, passa a fazer sentido.

Ao final do curso os professores Fernando Vieira e Alexandre Cherman disponibilizaram uma pequena lista com sites interessantes para quem quer aprender mais sobre o céu que nos cobre todas as noites. Para acessar cada um basta clicar no título do link:

Além dessas super dicas na internet, e do conhecimento adquirido nas aulas do curso, o material que é entregue é de primeira qualidade. Um livro, escrito em parceria pelos dois professores, "O Céu: histórias e estrelas" de leitura rápida e fácil compreensão. E fica aqui o recado de que os próximos cursos que serão oferecidos pelo Planetário do Rio, certamente terá um post aqui indicando-o e garantindo que a qualidade dos cursos é alta, e o preço super acessível.
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